Uma das maiores bênçãos que decorrem do sacrifício de Cristo a nosso favor é a paz. Em Rm 5.1 lemos:
“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo”.
Isso mesmo, estávamos em guerra com Deus, éramos declaradamente seus inimigos (cf. Rm 5.10), e estávamos numa condição totalmente desfavorável. Você pode imaginar um inimigo pior do que Deus?
Em Ef 2.12 a Bíblia diz que naquele tempo, isto é, antes do dia da nossa salvação, estávamos sem Deus no mundo, ou seja, totalmente afastados Dele. Que situação deplorável era a nossa.
Mas o Senhor Deus tomou as providências necessárias para nos redimir e trazer-nos para Ele, e, em Cristo, isto é, em Seu sacrifício, Deus estabeleceu a paz conosco. O profeta Isaías disse:
“…o castigo que nos traz a paz, estava sobre ele” (Is 53.5).
O próprio Senhor Jesus declarou: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou” (Jo 14.27).
Em 2Ts 3.16 o apóstolo Paulo despedindo-se do irmãos da Igreja de Tessalônica diz:
“Ora, o Senhor da paz, ele mesmo vos dê continuamente a paz em todas as circunstâncias. O Senhor seja com todos vós”.
Neste verso encontramos três verdades preciosas sobre a verdadeira paz.
A Origem da Paz – o Senhor Deus. “…o Senhor da paz”. A verdadeira paz tem sua origem em Deus. Para o homem natural a paz é algo impossível, ainda que muito desejado; para nós servos de Deus, a paz é real porque tem sua origem em Deus. Não se trata de algo que produzimos e inventamos.
A paz para nós é estarmos unidos a Deus por meio do sacrifício de Cristo, é caminharmos ao lado Dele sem medo ou receio de que Ele a qualquer momento poderá nos fulminar porque somos pecadores. Em Rm 5.2 está escrito:
“por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus”.
Por meio de Jesus, a paz com Deus foi estabelecida, e podemos viver em paz com Deus e na presença Dele.
O canal da Paz – o Senhor Deus. “… ele mesmo, vos dê (…) a paz”. Como ressaltamos desde o início dessa meditação, a paz é um dom de Deus, portanto, se Ele não der paz ao coração, este jamais experimentará a paz. O desejo do apóstolo Paulo para com aqueles irmãos era que eles recebessem diretamente de Deus a paz que tanto necessitavam.
Fico pensando na maravilha dessa verdade. Nosso Deus não precisava se reconciliar conosco porque fomos nós que O rejeitamos. Mas, Ele sendo infinitamente misericordioso e bondoso veio ao nosso socorro, removeu as barreiras que nos separavam Dele, deu-nos acesso ao Seu trono de graça (cf. Hb. 4.16), e estendeu Suas mãos em nossa direção para que pudéssemos caminhar com Ele nesta vida até chegarmos à Glória eterna e com Ele vivermos para o Seu louvor. Meu coração exulta de alegria! O próprio Deus que é a fonte e a origem dessa paz, sabia perfeitamente que, se Ele não fosse o canal, o meio pelo qual Sua paz deveria ser comunicada a nós, jamais conseguiríamos por nós mesmos alcançar essa paz. Ainda bem que Ele veio ao nosso encontro.
A ocasião da Paz – em todas as circunstâncias. “…vos dê continuamente a paz em todas as circunstâncias”. A Paz que Deus nos dá, não é como a que o mundo oferece. A paz do mundo é ausência de problemas e de tribulações. A Paz de Deus não tem limites nas circunstâncias. Ela é constante e contínua em nossa vida.
A forma como Deus administra a Sua Paz em nossa vida é “continuamente”, ou seja, não sofre interrupções. É claro que existem momentos em que nosso coração fica perturbado e assustado com as intempéries da vida, mas, devemos sempre nos lembrar que a mão de Deus está sobre nós, e confiados em Sua graça e misericórdia nosso coração pode descansar nessa preciosa, única e verdadeira Paz que Deus nos dá.
O restante do verso diz: “O Senhor seja com todos vós”. Isso nos remete ao início dessa meditação quando ressaltamos que a paz que sentimos em nosso coração é resultado imediato da presença de Deus em nossa vida. Estando Deus conosco, ao nosso lado, por que haveremos de temer?
Rev.Olivar Alves Pereira
Ad Majorem Dei Gloriam

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