“Balança enganosa é abominação para o SENHOR, mas o peso justo é o seu prazer” (Pv 11.1).
Uma balança quebrada nunca aferirá com precisão o peso das coisas. Uma bomba de combustível desregulada dará prejuízo ou para o consumidor ou para o dono do posto. Uma fita métrica com defeito é imprópria para medir as coisas, e se estiver nas mãos de um engenheiro será uma calamidade.
O mesmo acontece no que diz respeito ao nosso coração. Ele é essa balança quebrada, a bomba de gasolina desregulada, a fita métrica com defeito. Em Jr 17.9 as Escrituras Sagradas são enfáticas:
“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá?”.
Em Mt 15.19 O Senhor Jesus declarou:
“Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias”.
Tiago pergunta:
“De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne?” (Tg 4.1).
Estas passagens bíblicas vêm nos mostrar que o nosso coração não pode ser a referência para as nossas decisões. O coração do homem é depravado desde sua concepção:
“Tu nem as ouviste, nem as conheceste, nem tampouco antecipadamente se te abriram os ouvidos, porque eu sabia que procederias mui perfidamente e eras chamado de transgressor desde o ventre materno” (Is 48.8).
O salmista Davi declarou exatamente o mesmo:
“Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl 51.5).
Assim sendo é um ato de loucura confiar em nossos sentimentos para tomar alguma decisão ou realizar alguma coisa obra.
Tenho me deparado muitas vezes com o fato de estar tomando alguma decisão com base em minhas emoções e o resultado disso tem sido desastroso. Vejo também irmãos em flagrante pecado, desobedecendo deliberadamente a Palavra de Deus e, ainda declarando estar felizes, “curtindo” a vida. Com base em que alguém que se diz um crente em Cristo Jesus pode afirmar que algo que é contrário à Palavra de Deus, está lhe dando tanta felicidade? Não há motivo algum para esse irmão estar feliz, a menos que, definitivamente ele não seja um salvo em Cristo, um filho de Deus, um convertido de verdade.
Também é muito comum ouvirmos crentes dizerem que estão em paz, mas, será que estão fazendo algo agradável a Deus? É verdade que quando estamos fazendo a vontade de Deus sentimos a “paz que excede todo entendimento” (Fp 4.7). Mas, essa paz é fruto da obediência à Palavra de Deus. Leia atentamente o Sl 73. Neste salmo temos a descrição dos ímpios. O salmista disse ter passado por profunda crise enquanto observava os ímpios (v.2) e até mesmo chegou a invejá-los (v.3). Segundo o que o salmista observou, os ímpios não têm preocupações e são cheios de saúde (v.4), são sofrem como os demais mortais (v.5), fazem o mal e nada de mal lhes acontece (v.6-8), são admirados pelos homens (v.10) mesmo quando falam blasfêmias contra Deus (v.11). Agora veja o que ele diz dos ímpios no v.12: “Eis que são estes os ímpios; e, sempre tranquilos, aumentam suas riquezas”. O ímpio fazendo tudo o que desagrada a Deus sente paz e tranquilidade. Porém, qual será o fim do ímpio? Observe o v.27: “Os que se afastam de ti, eis que perecem; tu destróis todos os que são infiéis para contigo”.
No Sl 119.165 a Palavra de Deus diz:
“Grande paz têm aqueles que amam a tua lei; para eles não há tropeço”.
A paz verdadeira é resultado da obediência aos mandamentos de Deus. Não se iluda. Se você estiver fazendo algo que é contrário à Palavra de Deus e ainda assim estiver se sentindo feliz, você não tem motivo algum de pensar que é um salvo e um filho de Deus. Você está desonrando-O, e aqueles que se sentem felizes apesar de desonrarem a Deus nunca, nunca foram (e talvez nunca serão) filhos Dele. Até um relógio quebrado marca corretamente as horas pelos menos duas vezes no dia. Assim também acontece com o seu coração. É possível vez ou outra ele estar certo, mas, definitivamente, ele não é confiável justamente por não saber quando ele está certo e quando ele está errado. Em contrapartida, a Palavra de Deus nunca estará errada; ela jamais falhará; jamais dirá algo hoje que amanhã terá outro sentido. Em Jo 8.47 o Senhor Jesus disse aos judeus:
“Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso, não me dais ouvidos, porque não sois de Deus”.
Ouvir significa obedecer. Olhando para este mundo Deus separa os homens em Seus filhos e os que não são Seus filhos. Os filhos de Deus O obedecem. Em qual desses dois grupos você se enquadra?
Rev. Olivar Alves Pereira
Ad Majorem Dei Gloriam

Deixe um comentário