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Aconselhamento Bíblico Noutético – Orientação Para a Vida


Psicologia? E, por que sim?

Um dos filmes que mais gosto é “Gladiador” dirigido por Ridley Scott e estrelado por Russell Crowe. No início do filme, o general romano Maximus (Crowe), passando em revista as tropas, diz aos seus subalternos: “Irmãos, o que fazemos na vida, ecoa na eternidade!”.

Quando me questionam sobre a minha discordância com a Psicologia, penso nas palavras do General Maximus sobre as nossas obras aqui ecoarem na eternidade. Pensemos um pouco no trabalho de um psicólogo e no de um conselheiro bíblico e comparemos os resultados.

Um psicólogo envida todos os seus esforços e conhecimento para ajuda ajudar uma pessoa a vencer uma depressão. São meses ou até anos dispendendo tempo e recursos dos dois. Chega o dia em que o paciente ouve do psicólogo: “Você venceu a depressão! Está liberto desse fardo”, e de fato está mesmo. O paciente retoma sua vida, seu trabalho, sua família, seus sonhos e planos. Quem o viu antes, e o vê agora perguntará como foi que ele venceu aquela terrível depressão, e ele dirá que foi o longo, porém eficaz tratamento que o psicólogo fulano de tal lhe proporcionou. Agora, mudemos as personagens.

Um conselheiro bíblico (um pastor ou um membro de uma igreja) recebe o pedido de socorro de uma pessoa que está sofrendo com uma severa depressão. Esse conselheiro caminhará ao lado dessa pessoa, labutando para que ela não somente vença a depressão, mas, muito mais que isso, se transforme num verdadeiro discípulo Cristo. Os meses e até mesmos anos se passam até que ambos constatam que a depressão foi vencida e ela agora é, reconhecidamente, um discípulo de Cristo. Em todas as áreas da sua vida constata-se a direção bíblica; suas decisões e ações têm como alvo glorificar a Deus.

Neste ponto, vemos uma diferença enorme nos resultados. Apesar de ambos terem conseguido vencer a depressão, a pessoa que se tornou um discípulo de Cristo tem algo infinitamente maior e melhor. Enquanto o psicólogo, quando muito pode ensinar a pessoa e se importar consigo mesma e a fazer com que tudo contribua para a sua felicidade pessoa, nada pode fazer em relação à eternidade (esta faz o tempo dessa vida parecer um breve pensamento de tão curta e efêmera que é). Já, o conselheiro bíblico mostrou para o seu consulente que o grande foco da vida dele não era vencer a depressão, mas, viver para a glória de Deus mesmo enquanto lutava contra a depressão. Ele aprendeu a viver contente em todas as situações (cf. Filipenses 4.11-13), mas não só isso. Ele aprendeu também que o que importa mesmo são as coisas eternas, como dizia a missionária Amy Carmichael. Ele aprendeu que tudo nesta vida concorre para o seu bem , que é ser conformado à imagem de Jesus, isto é, ter o seu caráter trabalhado para ser cada vez mais parecido com Cristo (cf. Romanos 8.28-29).

Assim, enquanto a Psicologia prepara o homem para viver apenas neste mundo e em torno dos seu próprio umbigo, o Aconselhamento Bíblico visa glorificar a Deus em cada instante de nossa vida afim de nos preparar para a eternidade.

Então, quando alguém me pergunta: “Por que você não integra a Psicologia ao seu aconselhamento?” eu respondo com outra pergunta: “E, por que, sim?” Por que eu usaria algo que fará as pessoas se prenderem cada vez mais neste mundo e não lhes dar esperança alguma sobre algo muito maior que é e eternidade? Por que faria a pessoa perder não só o seu tempo, mas a sua vida com isso se eu posso lhe dar algo que ecoará por toda a eternidade? Como disse o Senhor Jesus:

“Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma?” (Mateus 16.26).

“Irmãos, o que fazemos na vida, ecoa na eternidade!”. Mas, aqui está um ponto muito importante. Não importa se o que fizermos aqui nesta vida seja ou não para a glória de Deus, tudo ecoará na eternidade.

Se você aprendeu a viver bem neste mundo, a tirar vantagem de tudo e de todos, ou até mesmo se dedicou a ajudar outros a viverem bem aqui, tudo isso não terá valor algum para a eternidade, porque a única coisa que importa é ter vivido aqui uma vida para a glória de Deus, confiando somente na graça de Cristo e, em tudo buscando honrar cada gota do sangue Dele naquele sacrifício na cruz, e sendo um canal de bênção para que outras pessoas possam ser alcançadas com essa mesma graça.

Não pense que estou aqui ridicularizando a Psicologia (embora receba da parte de muitos psicólogos esse tratamento e desprezo por ser um conselheiro bíblico e não um “profissional” da área), mas, destacando que, como conselheiro bíblico tenho algo incomparavelmente melhor que a Psicologia, algo que é perfeito, poderoso e suficiente: a Palavra de Deus. A Psicologia tem seus acertos, mas, quando isso acontece é porque ela está dizendo o que a Bíblia diz. Pense num relógio quebrado. Ele marca as horas corretamente? Sim! Ao menos duas vezes ao dia. Mas, por isso ele é confiável? Não, pois, para sabermos se as horas marcadas nele estão corretas, precisaremos de um relógio funcionando corretamente. A Psicologia é o relógio quebrado, porque é o resultado do pensamento do homem pecador, ao passo que as Escrituras Sagradas são o relógio funcionando perfeitamente, porque elas são a Palavra de Deus que é perfeito e santo. Assim sendo, a Psicologia é uma “teologia”, pois, se propõe a entender e a orientar o homem sobre como ele deve viver. É uma péssima teologia, mas, é uma teologia, e, assim, está em franca oposição e competição com a Palavra de Deus.

Você, pastor, meu colega de ministério, o que você mais deseja: ver as pessoas bem felizes nesta vida, livres de seus problemas, ou quer vê-las ao lado de Cristo na eternidade?

Rev. Olivar Alves Pereira




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