Rev. Olivar Alves Pereira
O grande pastor e pregador puritano, Richard Baxter disse algo sobre a nossa responsabilidade de pregar o Evangelho da salvação tanto por parte dos pregadores ordenados (pastores) quanto por parte de todos os crentes: “Você vive perto deles, os encontra nas ruas, trabalha com eles, viaja com eles, senta-se e fala com eles, e não lhes diz nada sobre suas almas ou a vida por vir? Se suas casas estivessem em chamas, você iria correndo ajudá-los; e você não vai ajudá-los quando suas almas estão quase no fogo do inferno?”.
Ouço pastores, líderes e muitos crentes falando sobre crescimento de igreja como se isto fosse a coisa mais importante. Congressos são realizados, estratégias e métodos são inventados aos montes, e até vemos igrejas enchendo-se de pessoas. Contudo, na mesma proporção que vemos pessoas entrando pelas portas da igreja vemos outras tantas saindo, e, em muitos casos nunca mais voltando.
O que acontece? Penso que um dos problemas está no objetivo de muitos, a saber, fazer a igreja crescer, quando este objetivo deveria ser glorificar a Deus através da pregação do Verdadeiro Evangelho apresentando aos pecadores a real situação em que se encontram, o castigo eterno que lhes aguarda caso não se arrependam e clamem a Deus por suas almas. Como disse outro pregador puritano chamado William Gurnall: “Deus nunca pôs sobre ti converter aqueles para os quais te envia. Não; publicar o evangelho é teu dever”.
Se não resgatarmos em nosso coração urgentemente esse fervor e amor evangelístico que está focado na glória de Deus e no bem espiritual das pessoas que estão ao nosso redor, de nada adiantará termos uma igreja cheia de pessoas que vieram atraídas por qualquer coisa, menos pelo Cristo crucificado e ressurreto (Jo 12.32).
Temo que infelizmente o real motivo dessa apatia e comodismo em relação à evangelização seja a falta de conversão, arrependimento e convicção do chamado de Deus.
Ad Majorem Dei Gloriam

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